O Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) inaugurou, na segunda-feira, em Matosinhos, um programa de tratamento para a dependência de videojogos, integrado numa unidade já existente. A iniciativa, que visa sobretudo jovens, surge no contexto do aumento da procura por apoio relacionado com comportamentos aditivos.

Segundo a presidente do ICAD, Joana Teixeira, os jovens serão referenciados pelos médicos de família ou por referenciação interna do instituto. O novo serviço opera no Centro Especializado de Prevenção (CEP), localizado no antigo hospital de Matosinhos, na Rua Alfredo Cunha, onde já funciona o Centro de Respostas Integradas (CRI) Porto Ocidental do ICAD.

A dependência de videojogos, de acordo com a psiquiatra, está muitas vezes associada a outras perturbações psiquiátricas, como ansiedade e perturbações do humor, especialmente entre adolescentes. Este perfil difere do jogo a dinheiro, onde são mais comuns casos de depressão e ideação suicida.

Joana Teixeira destacou que, embora a prevenção continue a ser uma aposta, a prioridade atual é dar resposta imediata aos casos que já chegam aos serviços. O programa do Porto poderá futuramente ser alargado a Lisboa.

Ao contrário do programa para jogo a dinheiro, o tratamento para videojogos não tem limitação de idade, uma vez que a maioria dos utilizadores problemáticos são jovens do 3.º ciclo e do ensino secundário.