O Abanca aprovou esta segunda-feira, em assembleia geral de acionistas, as contas e o relatório de gestão relativos a 2025, num encontro presidido por Francisco Botas e com 84,17% do capital representado. O banco indicou que o exercício fechou com um resultado líquido atribuível de 902,4 milhões de euros e uma rentabilidade ROTE de 15,1%.
Por ampla maioria, foram aprovadas as contas anuais e o relatório de gestão do banco e do grupo referentes a 2025, exercício em que a instituição obteve um resultado líquido atribuível de 902,4 milhões de euros.
Em comunicado, o banco adianta que a reunião anual ordinária, presidida pelo presidente executivo, Francisco Botas, contou com a representação de 84,17% do capital social e aprovou também a gestão da instituição nas áreas da sustentabilidade e da responsabilidade social.
Os acionistas validaram ainda as restantes propostas incluídas na ordem de trabalhos, entre as quais a nomeação de Antonio Crespo Ybáñez e Alfonso de Castro González como novos administradores independentes, a recondução de Leticia Iglesias Herraiz por mais três anos e a ratificação de Javier Alonso Ruiz-Ojeda.
O Abanca sublinha que encerrou 2025 com uma rentabilidade ROTE de 15,1%, um rácio CET1 de 14,1%, uma taxa de incumprimento de 2,1% e um crescimento de 6,1% do volume de negócios.
O banco apresentou também um desempenho superior ao das restantes instituições financeiras espanholas comparáveis na geração de resultados recorrentes, posicionando-se entre os dois primeiros lugares dos rankings de crescimento da margem financeira, das receitas de prestação de serviços e da margem básica.
Segundo a instituição, o desempenho ficou acima dos objetivos definidos para o exercício e foi acompanhado por melhorias nas notações atribuídas por agências de rating, tendo o banco passado a integrar o nível A em duas delas.
A assembleia aprovou ainda uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano, na sequência das consequências do duplo sismo ocorrido na passada quarta-feira. Recorde-se que Juan Carlos Escotet é o maior acionista, em simultâneo, do espanhol Abanca e do venezuelano Banesco (maior banco do país).