Depois de ter registado um aumento de 14,6% na produção, em 2025, o setor farmacêutico deve registar uma quebra de 2,7% este ano, maioritariamente devido aos efeitos do conflito no Médio Oriente, segundo o relatório da Crédito y Caución.

O bloqueio do estreito de Ormuz afetou o desempenho do setor farmacêutico na Europa, com o aumento dos preços do petróleo e do gás, interrupções nas cadeias de abastecimento e aumento do preço dos transportes. Estes fatores levaram a um aumento nos custos de produção e de distribuição.

As empresas de medicamentos genéricos e as de desenvolvimento e fabrico por contrato enfrentam pressões financeiras, enquanto as grandes farmacêuticas conseguem lidar com os custos elevados.

A nível global, as empresas farmacêuticas e biotecnológicas beneficiam de “bom acesso a financiamento externo, sustentando elevados custos de I+D”, segundo a Crédito y Caución.

O setor enfrenta uma expiração significativa de patentes que se estenderá até 2030, afetando o volume de produção de muitas empresas.

O relatório prevê que a inteligência artificial aumente a produtividade, especialmente na fase pré-clínica e I+D. Contudo, a expansão a longo prazo pode ser travada por cortes governamentais nos gastos com saúde.