A Companhia Nacional de Bailado (CNB) anunciou a sua nova temporada 2026-2027, que marca o início das comemorações do seu 50º aniversário, sob o mote “Celebrar o Extraordinário”. A programação inclui novas criações, obras do repertório clássico e contemporâneo, e um reforço da circulação nacional e internacional.

O ciclo “Nova Criação” abre com “Desassossego”, inspirado na obra de Fernando Pessoa, com estreias absolutas de Daniel Cardoso e Marcelino Sambé, em outubro e novembro de 2026. O ponto alto das comemorações é “A Extraordinária Companhia – 50 anos de futuro”, criação do diretor Fernando Duarte com música original de Edward Ayres d’Abreu, que estreia no Dia Mundial da Dança, 29 de abril de 2027, e será apresentada até maio com a Orquestra de Câmara Portuguesa.

No ciclo “Grandes Clássicos”, destaque para o regresso de “A Bela Adormecida”, com nova cenografia, figurinos e desenho de luz, cerca de três décadas após a sua estreia na CNB, em dezembro de 2026 no Teatro Camões. Entre fevereiro e março de 2027, a companhia apresenta pela primeira vez em Portugal “Carmina Burana”, coreografia de Edward Clug sobre a obra de Carl Orff, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro Lisboa Cantat.

Para junho de 2027 está prevista a estreia absoluta de “Pedro e o Lobo”, criação de Andreas Heise para a infância, com a Jovem Orquestra Portuguesa. A temporada encerra entre junho e julho com “Lightness and Darkness”, que reúne “Les Sylphides”, de Michel Fokine, e “The Look”, de Sharon Eyal.

Em termos de circulação, “Os Maias” integra a programação de Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura 2026, em setembro, e segue para Madrid em abril de 2027. O programa “Only Duos” percorrerá várias cidades portuguesas, e “A Extraordinária Companhia” será apresentada em Faro em julho de 2027. O Programa de Aproximação à Dança mantém as suas atividades educativas e de mediação.

O diretor artístico Fernando Duarte sublinha que a temporada “marca a entrada no ano simbólico do cinquentenário” e pretende ser “um território onde os ecos do passado ressoam com renovada vitalidade, projetando-se num futuro que se quer aberto, plural e surpreendente”.