O preço médio das casas atingiu os 2.337 euros por metro quadrado no primeiro trimestre de 2026, o que representou um aumento de 19,8% face ao período homólogo de 2025 (17,5%, para 1.951 euros por metro quadrado). Este valor significou uma subida de 6,3% relativamente ao quarto trimestre de 2025 (2.198 euros por metro quadrado), segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No trimestre em análise, o número de transações foi menor do que o registado no mesmo trimestre de 2025 (40.163 transações), representando um decréscimo de 10,5% (35.953 transações) e de -5,3% para 41.789 transações no último trimestre de 2025.
No primeiro trimestre de 2026, o valor mediano de alojamentos familiares transacionados em Portugal envolvendo compradores com domicílio fiscal no estrangeiro foi de 3 mil euros por metro quadrado (mais 16,6% do que no trimestre homólogo) e o das transações envolvendo compradores com domicílio fiscal em território nacional foi 2.313 euros por metro quadrado (mais 19,8% do que no trimestre homólogo).
As cinco sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados apresentaram também os valores mais elevados envolvendo compradores com domicílio fiscal no estrangeiro e em território nacional: Grande Lisboa (5.118 euros/m2 e 3.805 euros/m2, respetivamente), Algarve (4.003 euros/m2 e 3.214 euros/m2), Península de Setúbal (3.414 euros/m2 e 2.984 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (3.295 euros/m2 e 2.810 euros/m2) e Área Metropolitana do Porto (2.960 euros/m2 e 2.533 euros/m2).
No primeiro trimestre, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, com exceção de Gondomar e Santa Maria da Feira, registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional (2.337 euros/m2).
Na Área Metropolitana do Porto, apenas Gondomar (21,7%) e Porto (21,6%) apresentaram taxas de variação homóloga superiores à nacional (19,8%). Na Grande Lisboa, destacaram-se: Vila Franca de Xira (32,2%), Sintra (28,9%), Odivelas (22,1%) e Amadora (21,3%), enquanto na Península de Setúbal apenas o município de Almada (16,5%) apresentou uma taxa de variação homóloga inferior à do país.
Os municípios de Lisboa (5.292 euros/m2), Cascais (5.000 euros/m2) e Oeiras (4.511 euros/m2) destacaram-se com os preços medianos de habitação mais elevados, superiores a 4.500 euros/m2. O Funchal apresentou um preço mediano e uma taxa de variação homóloga superiores às referências nacionais (3.601 euros/m2 e 23%). Os municípios de Guimarães (2.108 euros/m2 e 41,9%), Barcelos (1.770 euros/m2 e 28,4%), Braga (2.240 euros/m2 e 25%) e Leiria (2.092 euros/m2 e 23,5%) também superaram a taxa de variação homóloga do país.
Tendo em conta as 160.467 vendas realizadas entre abril de 2025 e março de 2026, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi de 2.168 euros/m2, tendo aumentado 4,4% relativamente ao ano acabado em dezembro de 2025 e 17,5% relativamente ao terminado em março de 2025.
O preço mediano da habitação foi superior ao valor nacional nas sub-regiões da Grande Lisboa (3.598 euros/m2), Algarve (3.240 euros/m2), Península de Setúbal (2.747 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (2.578 euros/m2) e Área Metropolitana do Porto (2.404 euros/m2).
No período em análise, 55 municípios apresentaram um preço mediano superior ao valor nacional, localizados maioritariamente nas sub-regiões Grande Lisboa (todos os 9 municípios), Península de Setúbal (todos os 9 municípios), Algarve (14 dos 16 municípios) e Área Metropolitana do Porto (9 dos 17 municípios).
O município de Lisboa (5.082 euros/m2) registou o preço mais elevado do país, registando-se também valores superiores a 4.000 euros/m2 em Cascais (4.687 euros/m2), Oeiras (4.297 euros/m2) e Loulé (4.091 euros/m2), enquanto o Algarve, a Área Metropolitana do Porto e a Grande Lisboa apresentaram diferenciais de preços entre municípios superiores a 2.000 euros/m2.
Entre abril de 2025 e março de 2026, o município de Lisboa registou o maior número de transações de alojamentos familiares do país (8.095). Com mais de 4.000 vendas destacavam-se os municípios de Sintra (6.151), Vila Nova de Gaia (5.297) e Porto (4.453).
Entre abril de 2025 e março de 2026, 23 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes registaram preços medianos de alojamentos novos superiores aos preços dos alojamentos existentes. A exceção verificou-se no município da Amadora, onde o preço mediano dos alojamentos existentes foi superior em 497 euros/m2 ao dos novos (3.177 euros/m2 e 2.680 euros/m2, respetivamente).
Por sua vez, Santa Maria da Feira registou o menor preço mediano de alojamentos novos (1.777 euros/m2) e os municípios de Lisboa (6.226 euros/m2) e Cascais (5.027 euros/m2) registaram os valores mais elevados, superiores a 5.000 euros/m2.
Lisboa apresentou o maior diferencial entre os preços de alojamentos novos (6.226 euros/m2) e existentes (4.896 euros/m2): 1.330 euros/m2. Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Cascais distinguiu-se também por apresentar o preço mais elevado na tipologia T4 ou superior (5.000 euros/m2) e Lisboa registou os valores medianos mais elevados nas restantes tipologias de alojamento consideradas.
A maior diferença entre os valores medianos nas quatro tipologias do alojamento registou-se no Funchal, entre as tipologias T0 ou T1 (3.872 euros/m2) e T4 ou superior (2.072 euros/m2): 1.800 euros/m2.