Os fundos KKR, Apax Partners e Bain Capital estão entre os candidatos que continuam na corrida à aquisição da Logoplaste, fabricante portuguesa de embalagens plásticas, numa operação que poderá avaliar a empresa em mais de 1,7 mil milhões de euros.

De acordo com a Bloomberg, a KKR e a Apax apresentaram propostas não vinculativas pela empresa, estando assim entre os interessados na aquisição de uma das maiores fabricantes europeias de embalagens rígidas de plástico.

Já a Mergermarket refere que para além da Apax e da KKR Infrastructure, a Bain Capital está também na lista dos que entregaram ofertas não vinculativas no fim da primeira semana de julho.

O processo de venda da Logoplaste, avançado em primeira-mão pelo Jornal Económico, começou a ganhar tração nos últimos meses e já atraiu o interesse de vários fundos e também de empresas industriais rivais do setor das embalagens.

Segundo a Mergermarket, o processo de venda entrou numa nova fase, com os potenciais compradores a apresentarem propostas revistas no final da semana passada. Além da Apax e da KKR Infrastructure, também a Bain Capital integra o grupo de candidatos que permanece na corrida, depois de uma primeira ronda de ofertas não vinculativas (NBOs). As fontes da publicação indicam que a lista para avançar com binding offers deverá ser reduzida para três ou quatro finalistas.

A Logoplaste deverá agora manter conversações com alguns dos potenciais compradores antes de convidar um grupo restrito a apresentar propostas vinculativas, para o qual ainda não há uma data definida. As ofertas não vinculativas representam um passo importante, mas o processo ainda está em curso e não há ainda garantia de conclusão de um acordo.

A Logoplaste é detida em 60% pelo fundo canadiano Ontario Teachers’ Pension Plan (OTPP), que está a trabalhar com os assessores UBS e Barclays na alienação da participação. O presidente e fundador, Filipe de Botton, e o administrador Alexandre Relvas, que controlam os restantes cerca de 40% do capital, poderão permanecer como acionistas ao lado do novo proprietário. No entanto também poderão optar por vender juntamente com o maior acionista com 60%.

A Mergermarket refere que os investidores analisaram em detalhe as necessidades de investimento da empresa, cujo modelo de negócio assenta na construção de unidades de produção junto das instalações dos clientes. O elevado nível de investimento em capital (capex) e o impacto na geração de caixa têm sido alguns dos principais pontos de análise dos potenciais compradores. Ainda assim, fontes da publicação consideram que a previsibilidade das receitas e os contratos de longo prazo tornam a empresa particularmente atrativa para investidores de infraestruturas.

Com sede em Cascais, a Logoplaste foi fundada em 1976 e opera mais de 60 fábricas em 15 países, fornecendo grupos como Kraft Heinz, Diageo e L’Oréal. A empresa gera cerca de mil milhões de euros de receitas anuais e foi pioneira no modelo de produção “wall-to-wall”, que consiste na instalação de fábricas junto das unidades dos clientes para reduzir custos e aumentar a eficiência.

A Bloomberg adiantou que a transação deverá ficar concluída ainda este ano, embora as démarches continuem em curso e não exista garantia de que venha a ser alcançado um acordo.

A agência refere ainda que a Apollo Global Management, que tinha analisado uma eventual proposta, já abandonou o processo. O JE tinha avançado no fim do ano passado que o Apollo, o CVC e o KKR estavam interessados na Logoplaste.