O sistema de inteligência artificial AMALIA, que custou sete milhões de euros, foi alvo de duras críticas por parte do deputado socialista Miguel Costa Matos, que o classificou como um “brinquedo dispendioso”. Em declarações à imprensa, o deputado afirmou que o software “não dá garantias de fiabilidade”, erra em “factos básicos” e corre o risco de ser deixado “num canto” pelos serviços públicos.

A AMALIA foi desenvolvida para auxiliar a administração pública portuguesa, mas, até ao momento, tem demonstrado lacunas preocupantes na sua capacidade de fornecer informações precisas e consistentes. O investimento inicial de sete milhões de euros levanta dúvidas sobre a viabilidade e eficácia do projeto, especialmente num contexto em que o Governo enfrenta pressões para otimizar os gastos públicos.

Miguel Costa Matos sublinhou que a falta de fiabilidade da AMALIA representa um risco para a credibilidade dos serviços públicos que dela dependem, e pediu mais transparência por parte do Executivo na avaliação dos resultados obtidos com esta ferramenta.

O caso da AMALIA junta-se a outras controvérsias envolvendo projetos de digitalização e inteligência artificial na administração pública, alimentando o debate sobre a priorização de recursos e a necessidade de controlo rigoroso sobre grandes investimentos tecnológicos.