A NOS apresentou um resultado líquido consolidado, excluindo efeitos não recorrentes, de 128,1 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 13,7% face ao período homólogo de 2025, anunciou hoje a operadora.

Segundo o comunicado de resultados divulgado esta quinta-feira, a receita consolidada da NOS aumentou 1,0% em termos homólogos, para 918,5 milhões de euros, impulsionada pela expansão do segmento de Tecnologias de Informação e das receitas de telecomunicações da unidade empresarial.

O EBITDA cresceu 2,3%, para 409,3 milhões de euros, com contributos positivos de todos os segmentos de negócio, segundo a empresa, que destaca uma expansão da margem EBITDA de 0,6 pontos percentuais, para 44,6%.

A operadora liderada por Miguel Almeida adicionou 229,2 mil serviços no semestre, mais 2,1% do que no período homólogo, num contexto de forte concorrência. No segmento móvel, a NOS somou 206,1 mil novos serviços (+3,7%), totalizando 5,781 milhões de serviços móveis no final de junho. Os serviços a clientes empresariais aumentaram 53,3 mil, para 1,7 milhões (+3,1%).

A rede fixa de última geração da empresa chega já a 6,2 milhões de lares e empresas e a todos os municípios do país, enquanto a rede 5G cobre 99,6% da população portuguesa. O número de serviços fixos atingiu cerca de 4,8 milhões, mais 82 mil do que no semestre homólogo.

As receitas de telecomunicações mantiveram-se em linha com o ano anterior, nos 782,2 milhões de euros, com o segmento empresarial a crescer 3,0%. Já as receitas de TI — que agregam a atividade da NOS e da Claranet Portugal — dispararam 13,4%, para 103,5 milhões de euros, com um crescimento de dois dígitos na venda de equipamentos e licenças. O segmento de Cinema & Audiovisuais registou receitas de 50,5 milhões de euros, mais 3,2%, beneficiando de um maior volume de sucessos de bilheteira ao longo do semestre.

Citado no comunicado, o presidente executivo da NOS, Miguel Almeida, sublinhou a resiliência operacional e capacidade de geração de valor da empresa apesar do contexto competitivo muito desafiante, apontando a transformação suportada em Inteligência Artificial como motor de eficiência operacional e de expansão da rentabilidade.

O gestor afirmou ainda que a empresa entra na segunda metade do ano com a expectativa de manter esta trajetória, mantendo o mesmo padrão de disciplina financeira, eficiência operacional e conversão crescente de cash flow registado no primeiro semestre.

As ações da NOS caíram 0,16%.