O Chega deu entrada no Parlamento, esta quarta-feira, com um inquérito parlamentar da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar para avaliação da intervenção de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária durante todos os seus mandatos (2018 – 2026) e eventual responsabilidade de membros do Governo que o nomearam e tutelaram.
No pedido, o partido explicou que pretende ‘avaliar intervenção de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária’.
Além disso, o Chega quer ‘verificar todos os procedimentos internos adoptados relativamente à entrega e destino de bens apreendidos no âmbito da investigação “Pacoba”, assim como quem autorizou tais procedimentos, com que fundamento jurídico e se foram observadas todas as normais legais e regulamentares’.
O partido também considera relevante ‘aferir se existem outras situações idênticas, com os mesmos protagonistas ou outros durante os mandatos de Luís Neves; e aferir as decisões tomadas durante o mandato do atual governante que possa evidenciar interferência ou condicionamento de natureza política ou partidária’.
O Chega pretende ‘analisar os contratos adjudicados pela PJ à “ConstruBarcelos, Lda”, a natureza das obras, a avaliação do custo das obras executadas e comparação com o valor do contrato entre outros elementos que se revelem importantes para aferir da necessidade das obras e proporcionalidade do custo’.
Para o partido é preciso ‘verificar da existência ou não de conflitos de interesses na contratação da mesma empresa para fins pessoais do, à data, Director da PJ, Luís Neves’.