A Itália determinou esta sexta-feira a reintrodução de controlos nos portos e aeroportos para ligações com Espanha, na sequência da crise em Ceuta provocada pela chegada de milhares de pessoas provenientes de Marrocos, segundo o "El Pais".

A medida implica uma suspensão temporária da aplicação do Acordo de Schengen, que garante a livre circulação na União Europeia. No entanto, Roma esclareceu posteriormente que os controlos apenas abrangerão cidadãos não pertencentes à União Europeia.

O Ministério do Interior espanhol informou que entraram ilegalmente em Espanha 50.000 pessoas desde o início da crise migratória. O número é inferior ao avançado pouco antes pelo presidente da cidade autónoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, que apontou para 60.000 entradas.

O ministério tutelado por Fernando Grande-Marlaska acrescentou que 48.300 dessas pessoas regressaram voluntariamente a Marrocos, permanecendo menos de 2.000 no enclave.

Entretanto, o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, deslocou-se a Ceuta, numa altura em que o número de migrantes mortos ao tentarem entrar a nado no enclave subiu para 57.

"O que aconteceu ontem foi um ataque, uma violação da integridade territorial de Espanha", afirmou Pedro Sánchez.