O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), não conseguiu registrar sua candidatura à Presidência do Brasil para as eleições gerais de outubro, após aparecer filiado ao partido Missão, nesta quinta-feira, 13 de agosto. O prazo para o registro de candidaturas termina no próximo sábado, e o PL já solicitou à Justiça Eleitoral a desfiliação do senador do Missão.

O caso está sendo investigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rebateu as acusações do PL de que teria havido um ataque cibernético aos sistemas da Justiça Eleitoral. Os dados do TSE mostram que Flávio foi filiado ao Missão na quarta-feira, o que automaticamente cancelou sua filiação ao Partido Liberal na mesma data.

Em comunicado, o TSE informou que a filiação de Flávio “não foi fruto de ‘hackeamento’ do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais” do partido Missão para efetivar filiações.

Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais afirmando: “O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir, porque Deus está no comando”, adiantando que foi vítima de uma filiação fraudulenta. O partido Missão, do candidato à Presidência Renan Santos, também afirmou que foi vítima de uma filiação fraudulenta e que informou o PL sobre o ocorrido desde 02 de agosto, mas não obteve resposta do grupo de Flávio Bolsonaro.

“O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 02 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos”, informa o Missão. “Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”, conclui.

Renan Santos, por sua vez, escreveu nas redes sociais que o Missão tem como comprovar que alguém, a partir do “e-mail do Flávio, apertou o botão de confirmação da filiação e ainda apertou o botão” para acessar a aplicação de militância. O Partido Liberal oficializou o apoio a Flávio Bolsonaro em 25 de julho, durante a convenção partidária, e faltava apenas registrar oficialmente o político bolsonarista no TSE.