Esta sexta-feira, o Parlamento assinala com uma sessão comemorativa os 50 anos da autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. A Renascença entrevistou os dois líderes regionais.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, defendeu a necessidade de “refundar a autonomia” com a atribuição de mais poderes às regiões autónomas, nomeadamente nas áreas da fiscalidade, justiça e recursos naturais. Já o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, sublinhou o valor geoestratégico do arquipélago no Atlântico, destacando a importância de Portugal e da Europa reconhecerem e potenciarem essa localização única.

As declarações foram feitas no contexto das celebrações dos 50 anos do 25 de Abril e da autonomia regional, que tiveram início esta semana com uma sessão solene na Assembleia da República. Albuquerque afirmou que a autonomia “não pode ser um fim em si mesma” e que é preciso “um novo passo” para responder aos desafios do século XXI, como a descentralização de competências e a gestão dos fundos europeus.

Bolieiro, por sua vez, realçou que os Açores são “uma plataforma estratégica” para a segurança e defesa do Atlântico, bem como para a investigação científica e a exploração de recursos marinhos. O líder açoriano apelou a uma “visão integrada” do país que valorize as especificidades das regiões autónomas.

A sessão comemorativa no Parlamento contou com a presença do Presidente da República, do primeiro-ministro e de diversas entidades civis e militares, num momento de balanço e perspetivas futuras para a autonomia madeirense e açoriana.