O Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial pela UNESCO, comemora 25 anos de reconhecimento internacional com um programa que se estende até junho de 2027. A celebração inclui o lançamento do Livro Verde do Douro 2050, um documento estratégico para o futuro da região.

O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Álvaro Santos, durante um discurso na Alfândega do Porto. “Mais do que um documento, pretende ser um espaço de reflexão estratégica e participação coletiva”, afirmou.

O programa comemorativo inclui ainda o Dia do Vinho do Porto, a 10 de setembro, data que também assinala o 270.º aniversário da demarcação da região, ocorrida em 1756. Estão previstas dinâmicas culturais integradas nas atividades de cada município, bem como ações de promoção e marketing territorial.

O Livro Verde do Douro 2050 será construído com o contributo de municípios, universidades, centros de investigação, empresas, associações e comunidades locais. “Queremos identificar prioridades, discutir cenários e construir consensos em torno das grandes opções estratégicas para as próximas décadas”, explicou Álvaro Santos, sublinhando a importância de envolver os mais jovens, “porque serão eles os viticultores do próximo quarto de século”.

O empresário Mário Ferreira foi nomeado comissário deste ciclo comemorativo. A candidatura do Douro a Património Mundial ganhou forma na década de 1990, por iniciativa de várias entidades, com destaque para o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) e a Associação Comercial do Porto. Em 1999, foi apresentado à UNESCO o estudo de viabilidade, e o reconhecimento internacional foi alcançado a 14 de dezembro de 2001, na 25.ª sessão do Comité do Património Mundial, em Helsínquia, na Finlândia.

A CCDR-N é a entidade gestora responsável pelo bem “Alto Douro Vinhateiro”, classificando-o como uma paisagem cultural, evolutiva e viva, que exige proteção, conservação, valorização, divulgação e promoção contínuas.