O Bank of America espera três subidas das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana (Fed) em 2026, antes de uma pausa prolongada. As subidas seriam de 25 pontos base e ocorreriam em setembro, outubro e novembro, atingindo os 4,50%. Contudo, fatores como uma “forte desaceleração na criação de emprego, números fracos da inflação core, ou uma grande liquidação de ações” poderiam inviabilizar este cenário.
O analista do Bank of America, Aditya Bhave, citado pela publicação financeira Investing, refere que a instituição bancária prevê que a Fed “mantenha as taxas inalteradas” em 2027. Aditya Bhave acredita que os riscos de queda no mercado de trabalho se “dissiparam”, com a taxa de desemprego a se mostrar “estável” em comparação com maio do ano passado, “quando as taxas eram 75 pontos base mais elevadas”.
Relativamente à inflação da Fed, esta “agravou-se inequivocamente”, disse Aditya Bhave, na nota transcrita pelo Investing, adiantando que a inflação core pode “atingir potencialmente” os 3,5%, em maio, um cenário que deixaria a inflação “quase 70 pontos base acima dos níveis de há um ano”, salientou o analista.
Referindo-se à conferência de imprensa de estreia do presidente da Fed, Kevin Warsh, onde manteve as taxas de juro inalteradas, Aditya Bhave salientou que este “enfatizou repetidamente a importância de restaurar a estabilidade de preços e sugeriu que a política não é particularmente restritiva”.