O Banco Português de Fomento (BPF) assinou um memorando de entendimento com o Instituto de Crédito Oficial (ICO), o seu congénere espanhol. Este memorando formaliza um quadro de cooperação entre as duas instituições.

Um dos principais objetivos deste acordo passa pela promoção conjunta do setor habitacional social e do arrendamento acessível e pela partilha de boas práticas e de produtos financeiros.

O acordo prevê também a “harmonização dos modelos de avaliação de risco de crédito, de forma a ampliar as oportunidades de financiamento, o apoio à internacionalização das empresas através do desenvolvimento de instrumentos financeiros e a criação de programas de garantias destinas às PME”, refere um comunicado do Ministério da Economia.

O acordo foi assinado esta quinta-feira, durante o encontro entre o ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida e o primeiro vice-presidente do governo e ministro da Economia, Comércio e Empresas de Espanha, Carlos Cuerpo, que se enquadra na Declaração Conjunta assinada pelos dois ministros a 6 de março.

Para além da assinatura do memorando, os dois ministros reiteraram o compromisso da cooperação entre as duas nações. Contudo, os dois ministros também reconheceram a “necessidade de ultrapassar os desafios técnicos, regulamentares e administrativos ainda existentes”, refere o comunicado do Ministério.

“Os laços entre Portugal e Espanha são já muito fortes, mas estamos determinados a aprofundá-los e a remover os obstáculos que ainda existem para que os dois países em conjunto sejam capazes de promover o crescimento económico em benefício das suas empresas, das suas populações e da União Europeia”, afirmou Castro Almeida.

Carlos Cuerpo sublinhou que “o Fórum está a dar passos concretos e práticos para facilitar a atividade das nossas empresas e a mobilidade dos nossos trabalhadores, bem como para avançar rumo a um mercado ibérico verdadeiramente integrado. Este modelo de cooperação é exatamente aquilo de que a Europa necessita para acelerar a integração do mercado único perante a nova geografia do comércio mundial”.