O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou no programa da Renascença São Bento à Sexta que a limpeza das florestas em Portugal é um “problema impossível de resolver”. A declaração foi feita no contexto de uma discussão sobre a gestão territorial e o cadastro florestal, onde o governante revelou que apenas cerca de 30% do território nacional está atualmente cadastrado.

Castro Almeida reconheceu que este número é “ainda muito pouco” e que o processo de cadastro é fundamental para a correta gestão das florestas, mas alertou que a dimensão do problema torna a limpeza completa uma tarefa praticamente inviável. “Estamos a falar de milhões de hectares, muitos deles em propriedade privada dispersa e sem qualquer registo”, justificou o ministro.

O governante adiantou ainda que cerca de 150 municípios portugueses vão ver os seus apoios resolvidos “a mais de 90%”, sugerindo que o governo está a concentrar esforços em regiões prioritárias. Contudo, a meta de cadastrar todo o território continua distante, o que compromete a prevenção de incêndios florestais e a proteção do meio ambiente.

As declarações de Castro Almeida ocorrem num momento de forte pressão sobre o governo, com várias associações ambientalistas e partidos da oposição a exigirem medidas mais concretas para a limpeza das florestas e a redução do risco de incêndios. O ministro, no entanto, manteve a sua posição, classificando o desafio como “estrutural e de longa duração”.