Quando uma família quer saber se está a pagar demasiado pela eletricidade, o reflexo mais comum é comparar o seu contrato com o mercado regulado. No entanto, essa comparação pode esconder até cinco sextos da poupança real disponível no mercado, de acordo com uma análise do ComparaJá.

Os dados de simulação para uma família com dois filhos, consumo de 400 kWh mensais e potência de 6,9 kVA mostram a diferença brutal entre o que as famílias podem pagar. A proposta mais competitiva do mercado custa 73,33 euros por mês. Já a proposta mais cara disponível chega aos 97,21 euros mensais. Comparar apenas com o mercado regulado revela uma poupança de apenas 3,81 euros por mês, enquanto a diferença entre a melhor e a pior oferta pode ultrapassar os 20 euros.

A tarifa regulada, por natureza, não é a mais barata do mercado. Funciona como uma referência administrativa, situando-se numa zona intermédia.

A análise alerta ainda que a tarifa indexada também não serve como referência estável. Para o mesmo perfil, a melhor proposta ficou 11,49 euros abaixo da opção indexada, num mês em que os preços do indexado subiram e passaram a ultrapassar o regulado. A volatilidade deste tipo de tarifa torna-a um mau ponto de comparação para uma decisão de longo prazo.

“A pergunta certa não é se se está acima ou abaixo do regulado. É qual é a diferença entre o contrato atual e a melhor proposta disponível para o consumo concreto daquela casa”, escrevem os autores. Para fazer essa comparação, basta ter em mãos a fatura com o consumo médio mensal em kWh, a potência contratada em kVA e o tipo de tarifa.

As comparações entre comercializadores são atualizadas mensalmente pelo ComparaJá.