O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que o investidor selecionado em setembro de 2025 para a privatização da TAP poderá assumir a cogestão da companhia aérea já em 2026, em colaboração com a administração atual. No entanto, a injeção efetiva de capital deverá ocorrer apenas no verão de 2027, devido aos prazos de análise das instituições europeias, que o governante classificou como “demasiado burocrática e penalizadora dos tempos de decisão”.

Em entrevista à Antena 1, Pinto Luz também abordou as obras no aeroporto de Lisboa, admitindo que representam um “custo político” para o executivo, mas justificou a intervenção como necessária após “oito anos de indecisões” dos anteriores governos socialistas. O ministro pediu desculpas aos portugueses pelo impacto visual e operacional, mas garantiu que as medidas já resultaram em melhorias nas fronteiras aeroportuárias.

Questionado sobre críticas do ex-primeiro-ministro Passos Coelho ao ritmo reformista, o ministro destacou o avanço do novo aeroporto em Alcochete como exemplo de “ritmo aceleradíssimo”. A concessionária ANA está a cumprir o calendário e entregará ao Estado, em janeiro de 2028, o projeto, a avaliação ambiental e as condições económico-financeiras.

Na Habitação, o ministro recusou responsabilidades pela situação atual, lembrando que o pacote fiscal aprovado ainda não entrou em vigor. Ele rejeitou a tese de aumento das rendas, prevendo uma “curva descendente” e estabilização, e estimou descida no preço de venda dos imóveis a prazo, condicionada ao aumento da construção.