A Europa fechou mista a ligeiramente positiva apesar da pressão nos EUA. O Stoxx Europe 600 e o Euro Stoxx 50 subiram cerca de 0,4%-0,7%, atingindo ou aproximando-se de máximos, apoiados por bancos e algumas tech/AI infrastructure (ex: Infineon). O Luxo (LVMH, Hermès) esteve em queda, com a Louis Vuitton a cair -3,59% e a Hermès a tombar -5,9%.
Esta terça-feira espera-se abertura com ligeira cautela nas praças europeias, entre o estável e o ligeiramente negativo, com possível recuperação se as yields ajudarem os bancos.
As bolsas europeias encerram na sua maioria em alta ligeira, com o discurso da presidente do BCE a animar o sentimento. Christine Lagarde sinalizou que o impacto económico do conflito no Médio Oriente não justifica, para já, uma resposta monetária mais restritiva, levando os investidores a reduzir as suas expectativas de subidas de taxa de juro.
Na Europa destaque para a presidente do Banco Central Europeu (BCE) que avisou esta segunda-feira que a situação económica da zona euro “continua frágil” devido ao conflito no Médio Oriente, apesar do acordo alcançado, e defendeu o recente aumento “sólido” das taxas de juro.
Esta segunda-feira foi notícia a queda do primeiro-ministro britânico e o facto de o Banco de Inglaterra ter mexido nas regras de emissão de criptomoedas “estáveis” para atrair mais emitentes para o mercado e promover o seu uso junto de empresas e famílias. O novo regulamento, ainda em fase de discussão, aproxima o Reino Unido dos EUA.
A Morningstar DBRS considera que a demissão do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não deverá ter implicações imediatas para o rating soberano do Reino Unido, atualmente classificado em AA, com perspetiva estável.
Num comentário divulgado esta segunda-feira, a agência de notação financeira afirma que, embora a saída do chefe do Governo abra um período de transição política e possa gerar alguma incerteza no curto prazo, as fortes instituições britânicas deverão assegurar uma mudança de liderança ordenada, limitando o impacto nos fundamentos de crédito do país.
Nos EUA, o Nasdaq sofreu a maior queda entre os principais índices, pressionado pela forte queda da SpaceX (SPCX) — que tombou mais de 16% para cerca de 154,6 dólares. Os receios com os elevados gastos de Capex em IA por parte das big tech (Amazon, Microsoft, Alphabet, Meta etc., com projeções na casa dos 600 mil-700 mil milhões de dólares em 2026) voltaram a pesar, gerando cautela sobre retornos e valorização O S&P 500 caiu ~0,37% e o Dow resistiu melhor.
O foco continua nos gastos com IA, evolução das negociações EUA-Irão (estreito de Ormuz) e dados económicos que chegam esta semana vão ajudar a definir o sentimento.
Os preços do petróleo voltam a recuar, perante notícias de que os EUA e o Irão fizeram progressos nas negociações de um acordo de Paz.
Os investidores aguardam com expectativa a publicação, na quinta-feira, do índice PCE em maio, um dos indicadores preferidos da Reserva Federal (Fed) para medir a evolução dos preços. Os analistas apontam para uma maior pressão inflacionista mesmo incluindo as rubricas mais voláteis como os preços dos alimentos e energia.
Nas cotadas, a FedEx apresenta contas esta terça à noite e pode dar pistas sobre consumo/transporte.
Nos EUA espera-se uma abertura provavelmente volátil/mista, com Nasdaq mais vulnerável devido à exposição tech/SpaceX.
O Dow pode ser mais defensivo. Qualquer alívio em IA ou geopolítica pode gerar rebound.
Os mercados permanecem sensíveis a notícias rápidas sobre custos da IA e o conflito no Médio Oriente. O sentimento pode mudar com notícias overnight.