O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu esta segunda-feira que as aulas do ensino secundário possam começar uma semana mais tarde no próximo ano letivo, de forma a acomodar o calendário de exames nacionais. No entanto, rejeitou que o mesmo se aplique ao ensino básico.

Segundo fonte do Ministério da Educação, a medida está a ser ponderada para evitar que os alunos do secundário tenham de interromper as férias de verão para realizar exames, como tem acontecido nos últimos anos. O objetivo é ajustar o calendário escolar para que as provas ocorram dentro do período letivo.

Fernando Alexandre sublinhou que esta alteração não afetará o total de dias de aulas, sendo que a semana extra seria compensada com o prolongamento do ano letivo ou com a redução de interrupções letivas. A decisão final deverá ser anunciada após consulta às associações de pais e diretores de escola.

Especialistas em educação consideram que a mudança pode beneficiar o desempenho dos alunos, permitindo um período de estudo mais contínuo antes dos exames. No entanto, alertam para a necessidade de articulação com os calendários de acesso ao ensino superior.