
Num contexto de crescimento generalizado, o EBITDA aumentou 23%, ultrapassando os 48 milhões de euros, enquanto o lucro líquido subiu 9%, fixando-se em 30,8 milhões de euros. Segundo a empresa, estes resultados refletem “um forte desempenho em todas as linhas de negócio, aliado a uma gestão eficiente de custos”.
A divisão farmacêutica foi o principal motor, com receitas de 175 milhões de euros, também em alta de 31%. A oftalmologia destacou-se como nova área estratégica, representando já 14% do total das receitas. Este crescimento foi sustentado pelo desempenho das principais moléculas do grupo, com destaque para a bilastina, que mantém a liderança, e para o calcifediol e a mesalazina, com aumentos de 19% e 12%, respetivamente.
No plano geográfico, os mercados internacionais ganharam peso significativo, contribuindo com 68,5 milhões de euros — um salto de 92%. A América Latina continua a ser o principal motor, com crescimentos expressivos em países como Colômbia, México e Peru. Já na Península Ibérica, o negócio também evoluiu positivamente, impulsionado pelo mercado português e pela integração do laboratório Edol.
A área de nutrição e saúde animal manteve igualmente um desempenho sólido, com vendas próximas dos 22 milhões de euros, apoiadas por uma recuperação de margens e uma operação mais eficiente.
Apesar de custos associados à reorganização interna, a empresa sublinha que, excluindo esses encargos, o EBITDA teria crescido 30%. “Este crescimento sólido sublinha o forte desempenho global do grupo”, refere a mesma fonte.
Para o conjunto de 2026, a Faes Farma mantém as previsões de crescimento de dois dígitos, estimando aumentos entre 17% e 19% nas receitas e entre 28% e 31% no EBITDA. Entre os principais fatores estão a expansão em mercados estratégicos, o reforço do licenciamento e a integração total das aquisições recentes.
Na área de investigação e desenvolvimento, a empresa destaca a aprovação do medicamento Akantior em Itália e novos processos submetidos na Europa e no Brasil, reforçando a aposta na inovação.
Ao nível operacional, está ainda prevista a conclusão da transferência da produção para a nova fábrica em Derio, com o objetivo de melhorar a eficiência e reduzir o rácio de dívida. A empresa mantém também o compromisso de distribuir cerca de 50% dos lucros pelos acionistas.