
A Mapfre obteve um lucro líquido de 624 milhões de euros a nível mundial no primeiro semestre do ano, um aumento de 9,4% face ao período homólogo, anunciou hoje o grupo segurador.
Em comunicado, a companhia refere que os prémios se situaram perto dos 16.130 milhões de euros, mais 1,1% do que há um ano, e crescem 0,5% a taxas de câmbio constantes.
A melhoria do resultado é explicada pelo aumento do resultado técnico de Não Vida, que cresceu 9,3%, “fruto de uma gestão prudente e da ausência de grandes eventos catastróficos”, pelo contributo do negócio de Vida, com 137 milhões de euros, e pelo “destacado contributo do resultado financeiro, apoiado na elevada rentabilidade das carteiras e nas mais-valias”.
O rácio combinado de Não Vida, que mede a rentabilidade técnica, melhorou para 92,8% (-0,3 pontos percentuais), com o rácio de sinistralidade a descer para 65,0%.
“Os primeiros seis meses do ano confirmam a excelente evolução do Grupo. O modelo de negócio diversificado permite-nos, com a devida prudência, ser otimistas para a segunda parte do ano. A operação nos Estados Unidos reforçará a nossa liderança em vários estados da zona nordeste, gerando mais valor para os nossos clientes e acionistas”, afirma o presidente e CEO da Mapfre, Antonio Huertas, citado no comunicado.
A unidade Ibéria, que engloba Espanha e Portugal, aumentou o lucro em 16,6% para 279 milhões de euros, consolidando a melhoria do rácio combinado para 93,7% (-2,3 p.p.), graças ao sólido desempenho dos principais negócios.
Só em Portugal, os prémios cresceram 25,5% para 257 milhões de euros e o resultado líquido aumentou 26,9% para 5,2 milhões de euros.
Em Espanha, o contributo foi de mais de 273 milhões de euros (+16,4%).
A Mapfre Re, que engloba as áreas de Resseguro e Global Risks, alcançou um lucro próximo dos 186 milhões de euros (+24,6%), com um rácio combinado de 95,2% (-0,7 p.p.), “apoiado em menores impactos de eventos catastróficos”.
A América do Norte apresentou um resultado de 69 milhões de euros (+14,1%), enquanto a América Latina contribuiu com 218 milhões de euros para o lucro do grupo, com o Brasil a manter um ROE de 25,1%.
Os capitais próprios do grupo alcançaram os 9.592 milhões de euros (+7,1% desde o início do ano) e o rácio de Solvência II situou-se em 206,8% no final de março, acima do intervalo objetivo.