O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, solicitou este domingo uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, depois de o exército israelita ter tomado a emblemática fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, e hasteado a sua bandeira no local.
“Solicitei uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas porque, embora reconheçamos o direito de Israel, tal como de todos os países, à legítima defesa, a defender-se contra os ataques do Hezbollah”, isso não “pode justificar a prolongação das operações militares israelitas no Líbano e a sua ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, declarou Barrot ao canal BFMTV.
Para o chefe da diplomacia francesa, Israel cometeu “uma falha grave” nas relações internacionais e o tema deve ser discutido na ONU. “Esta incursão no território libanês não só é contrária aos compromissos de Israel, uma vez que, desde 17 de abril, temos um cessar-fogo no Líbano, como é contrária ao direito internacional”, acrescentou.
Hoje, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou que o Exército tomou a fortaleza medieval de Beaufort, intensificando as operações contra o Hezbollah pró-iraniano. “Sob a direção do primeiro-ministro (Benjamin) Netanyahu e sob a minha direção”, o Exército alargou as operações no Líbano, atravessando o rio Litani e conquistando a cordilheira do Beaufort – um dos pontos estratégicos mais importantes para defender as localidades de Galileia (no norte de Israel) e preservar a segurança dos soldados, disse Katz no Telegram.
As forças israelitas usaram Beaufort como base durante a anterior ocupação do sul do Líbano, que durou duas décadas e terminou em 2000. Este novo incidente eleva as tensões na região, com a comunidade internacional a reagir com preocupação.