Produtos como os external traded funds (ETF) estão a tornar-se cada vez mais especializados, permitindo ao investidor ter exposição basicamente a tudo e mais alguma coisa. Até mesmo extraterrestres (aliens), tecnologia “não humana” ou OVNI.
Em causa está o ETF UFO Disclosure, que pretende tirar proveito do investimento em empresas que possam beneficiar com a “divulgação, confirmação ou exploração, por parte do governo, de tecnologias avançadas” relacionadas com a “inteligência não humana”.
Este ETF é gerido pela Tuttle Capital Management. O seu fundador, Matthew Tuttle, referiu que a inspiração para este ETF foram vídeos que mostram supostas naves espaciais extraterrestres a moverem-se pelo céu de formas anómalas.
Matthew Tuttle referiu que o fundo é baseado na “lacuna secreta” e na crença de que “os elementos do governo têm sempre uma vantagem de 20 a 30 anos na tecnologia”.
O responsável pela Tuttle Capital Management salientou que se “esta tecnologia existir e for divulgada, será uma mudança de paradigma muito maior” do que a internet ou a inteligência artificial (IA). “Não preciso que os alienígenas sejam reais para que a minha tese funcione, mas é muito mais interessante se forem”, reforçou Matthew Tuttle.
Até ao momento, o fundo conseguiu arrecadar três milhões de dólares desde que foi lançado em maio.
Mas no mundo dos ETF, para além destas ideias extravagantes, existe também espaço para estratégias mais invulgares, como os chamados ETF alavancados, que permitem exponenciar o ganho ou perda de um determinado ativo, e os ETF inversos, que podem ter alavancagem e gerar resultados positivos quando um ativo desvaloriza.
O El Pais dá também o exemplo do Nicholas Bitcoin and Treasuries AfterDark ETF, que compra bitcoin quando as bolsas de valores estão fechadas e, ao abrir, converte todos os ativos em dinheiro, voltando a ter exposição à bitcoin ao fechar.