A indústria global de gestão de ativos entrou numa nova fase, onde o crescimento dependerá menos da valorização dos mercados e mais da capacidade de captar novos clientes e adotar tecnologias. Segundo a Boston Consulting Group (BCG), os ativos sob gestão subiram 11% em 2025, atingindo 147 biliões de dólares, mas mais de 80% do crescimento das receitas veio da alta dos mercados.

Apesar do aumento dos ativos, a rentabilidade do setor ficou estável, pressionada por comissões mais baixas e pelo avanço dos fundos passivos e ETFs. A BCG aponta que a inteligência artificial pode cortar custos operacionais em 25% a 35% nos próximos anos e transformar a análise de clientes.

A distribuição ganha peso frente ao desempenho dos produtos, com a vantagem competitiva dependendo da presença nos canais de decisão dos investidores. A tokenização também surge como transformadora, com potencial de atingir 14 biliões de dólares em ativos reais tokenizados até 2030. Na Europa, o envelhecimento e a reforma dos sistemas de pensões criam oportunidades para gestoras com forte distribuição.