O Goldman Sachs prevê que o petróleo negoceie entre os 80 e os 90 dólares por barril até existir confirmação de um novo acordo entre os Estados Unidos e o Irão, ou que haja uma escalada de ataques no Médio Oriente, segundo uma nota do banco citada pelo Investing.
O banco estima que o Brent se mantenha em cerca de 80 dólares por barril, com base nos stocks comerciais da OCDE, nas estimativas atuais da procura e na relação histórica entre os stocks e os preços spot.
Os estrategistas do Goldman Sachs, liderados por Yulia Zhestkova Grigsby, indicaram que o mercado está a precificar apenas um prémio de risco moderado, apesar da elevada incerteza no fornecimento do Médio Oriente. Os dados do banco mostram que os stocks globais de petróleo caíram 6,3 milhões de barris por dia nas últimas duas semanas, devido à redução dos fluxos do Golfo Pérsico e do Mar Vermelho, à diminuição das exportações russas e ao aumento das importações asiáticas, principalmente da China.
Atualmente, o Brent negocia com uma valorização de 0,82%, para os 80,01 dólares, e o crude sobe 0,82%, para os 80,01 dólares. O petróleo tem estado em queda nas últimas sessões devido às perspetivas de um acordo no Médio Oriente e à interrupção dos ataques.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu que um acordo para abrir o Estreito de Ormuz poderá ser alcançado até quinta-feira, e afirmou que, caso isso não aconteça, o Irão será “atingido fortemente”. Trump referiu que as discussões estão a ser “muito boas” e garantiu que Teerão quer chegar a um acordo.
Segundo o Axios, está em discussão um acordo temporário de 60 dias para organizar a passagem no estreito, entre o Irão e Omã. Este acordo preliminar prevê que todo o transporte marítimo que entre utilize uma rota a norte nas águas iranianas, e que qualquer navio que saia siga uma trajetória meridional nas águas controladas por Omã, sem portagens ou direitos de passagem. A via central seria desminada durante este período.