O governo vai atribuir um prémio anual a projetos de artistas ou entidades que “se tenham notabilizado na promoção da cultura portuguesa” no estrangeiro, executando uma iniciativa criada em 2016, foi hoje anunciado.

O Prémio de Incentivo à Promoção Internacional da Cultura Portuguesa, que terá um valor monetário de 20.000 euros, foi criado em 2016 pelo então governo de António Costa, mas não chegou a ser regulamentado e atribuído.

Numa sessão pública hoje em Lisboa, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, explicaram que decidiram pôr em prática este prémio, para reforçar a política de ação cultural externa.

Aos jornalistas, Margarida Balseiro Lopes disse que o prémio “é para distinguir um bom exemplo de promoção internacional do país através da cultura” e os 20.000 euros deverão ser reinvestidos “em mais um projeto de internacionalização da cultura portuguesa”.

Será reconhecido um projeto, percurso, artista, criador ou entidade pública ou privada.

Segundo a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, as candidaturas a este prémio abrem “nas próximas semanas” depois de publicada a portaria regulamentar, e o galardão é entregue na cerimónia anual de balanço da Ação Cultural Externa, “no início de 2027”.

O prémio é executado através do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC) e do Camões Instituto, sendo o vencedor escolhido por um júri indicado pelos dois ministérios.

Para Margarida Balseiro Lopes, este prémio “não é um ato isolado” e insere-se numa estratégia alargada de divulgação externa da cultura portuguesa, da qual faz parte igualmente uma linha de financiamento de um milhão de euros, anunciada em janeiro passado, com previsão de lançamento no final do ano, para “reforçar a capacidade de projeção dos agentes nacionais”.

“Há imensa gente que faz pontes culturais com meios escassos, com grande sentido criativo, generoso e com grandes sacrifícios. […] É reconhecer este trabalho, é um incentivo para fazer mais”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, na apresentação de hoje, no Palácio Nacional da Ajuda, e perante vários representantes diplomáticos em Portugal.