A Mango encerrou o primeiro semestre do ano com uma faturação de 1.852 milhões de euros, o que representa um aumento de 7,2% face ao mesmo período do ano passado, informou a empresa em comunicado, citado pelo “El País”.
O crescimento, que a câmbio constante foi de 10,7%, demonstra a capacidade da empresa para não ser afetada pela constituição como arguido de Jonathan Andic, antigo vice-presidente da empresa, investigado pela morte do pai, fundador da marca catalã de moda. A empresa considera que estes resultados “evidenciam a solidez da sua proposta de valor” e “confirmam a trajetória de crescimento sustentado” registada nos últimos anos.
O grupo de moda operou durante o primeiro semestre num contexto particularmente desafiante para a sua imagem, com a atenção mediática centrada no caso Andic. Para proteger a empresa desse impacto, o herdeiro do fundador abandonou, em maio, o cargo de vice-presidente que ocupava na companhia. Os resultados indicam que, para já, o grupo tem conseguido contornar a exposição mediática em torno da família Andic e aproxima-se da fase final do plano estratégico definido para o período entre 2024 e 2026.
No comunicado, o presidente e diretor executivo da Mango, Toni Ruiz, recorda que o objetivo desse plano é terminar o ano com uma faturação de 4.000 milhões de euros. “Os resultados do primeiro semestre refletem uma evolução positiva, com um crescimento acima da média do mercado, e reforçam o nosso posicionamento como referência internacional no setor da moda”, afirmou.
Segundo a empresa, longe de ser afetada pelo caso, a Mango considera que, ao longo deste período, continuou a “reforçar” o seu posicionamento como “uma das marcas de moda com maior projeção e reconhecimento a nível internacional”, apoiando essa afirmação em várias classificações, entre as quais a da Forbes, que lhe atribuem uma elevada reputação.
A empresa continuou também a investir na expansão e modernização da sua rede de lojas. No total, aplicou 90 milhões de euros na remodelação de espaços comerciais, no reforço das operações e das capacidades tecnológicas, bem como na expansão do Campus Mango, a sede corporativa localizada em Palau-solità i Plegamans, na província de Barcelona, onde trabalham mais de 2.000 pessoas.
Durante o primeiro semestre, a Mango abriu 127 novas lojas e remodelou outras 37, encerrando o mês de junho com uma rede superior a 2.960 pontos de venda distribuídos por mais de 120 países.