O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo decretou um dia de luto nacional, a cumprir no próximo domingo, pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular os cidadãos nacionais e lusodescendentes.
“Decidimos no Governo, também já com a partilha com o Presidente da República, determinar o próximo domingo como dia de luto nacional pelas vítimas dos terramotos que ocorreram na Venezuela e, em particular, pelos cidadãos portugueses, e lusodescendentes que perderam a vida e por todos aqueles que sofreram o efeito destas tragédias”, afirmou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro fez este anúncio em breves declarações à comunicação social à margem da cerimónia de apresentação do modelo português de Inteligência Artificial Amália, em Lisboa.
Montenegro assegurou que o Governo português continua a acompanhar de forma “muito próxima” os trabalhos de recuperação que estão a ser desenvolvidos na Venezuela, não só através das equipas portuguesas no terreno, mas também “em contacto permanente com as autoridades venezuelanas”.
No entanto, admitiu que ainda se está longe de um balanço final sobre a dimensão desta tragédia.
“Não temos a possibilidade, neste momento, de perspetivar aquele que será o resultado final do apuramento das vítimas, em particular das vítimas mortais desta tragédia. Infelizmente, gostaríamos de poder hoje dizer que essa avaliação estaria concluída ou perto disso, mas ainda não é o caso”, disse.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 71 portugueses e lusodescendentes, e outros 71 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.