Chama-se Grupo XXI e é uma recém-lançada iniciativa do mercado jurídico português, que aposta na diversidade de áreas, idades e experiências para o estabelecimento de um “projeto assente na advocacia tradicional, livre e independente.”

“Avançamos com um modelo pioneiro em Portugal sem o automatismo de sempre, mas com a autenticidade do espírito de ajuda ao cidadão em concreto. A pessoa conhece e é apoiada diretamente pelo seu advogado, consoante a área de especialidade pretendida, não sendo apenas um número perdido numa qualquer grande estrutura societária”, explica ao Jornal Económico Pedro Tenreiro Biscaia, advogado e coordenador da iniciativa.

Os doze profissionais do grupo atuam em rede e exploram novos formatos que se traduzem na oferta e numa experiência de “one stop shop” na advocacia.

Segundo Pedro Tenreiro Biscaia, ex-vice-presidente do Conselho Geral da Ordem dos Advogados (OA), “do ponto de vista da valorização e entusiasmo dos Colegas em prática individual não perdemos de vista que este formato recupera a assinatura individual de cada advogado”.

O Grupo XXI, lançado na mesma altura em que a OA assinalou cem anos, é constituído pelos advogados Pedro Tenreiro Biscaia, Filipa Carvalho Marques, Tiago Oliveira Silva, Márcia Martinho da Rosa, Rui Chumbita, Sancha Campanella, André Aragão, Carla Silva Cunha, José Policarpo, Isabel Cerqueira, Silva Cordeiro e Pedro Ramalho Almeida.

“A coesão destes colegas nasce quase que por geração espontânea e numa manifestação de agir e de trabalhar comum ancorada no conhecimento do percurso de cada um. Temos obra feita nos Tribunais, na sociedade civil, nas empresas, no associativismo e na política. Existe em nós uma manifesta experiência de vida”, explica, questionado sobre os objetivos e expectativas de alcance do projeto.

Segundo Pedro Tenreiro Biscaia, o grupo partilha a defesa de uma “postura de reflexão maior, pensando o sistema, no sentido de o melhorar e contribuir para a evolução da presença da advocacia junto da sociedade em geral e de cada pessoa em particular”.

O Grupo XXI espera trabalhar a ligação ao espaço lusófono, defendendo o “adequado alargamento no sentido de aproximar colegas que pensem e trabalhem de forma idêntica, dimensionando esta rede em benefício da segurança na ajuda jurídica prestada às pessoas”.

“Temos noção que a advocacia em prática individual se defronta com práticas comerciais macro. Ora, exatamente conhecedores dessa discrepância de realidades estamos a colmatar lacunas, necessidades e ausências junto das pessoas que não têm o conhecimento jurídico adequado a poder avaliar o serviço jurídico que lhe foi prestado”, explicou.

Da agenda do grupo faz parte a divulgação das “mais valias do modelo”, explica, estando prevista a criação de grupos de reflexão sobre o estado da profissão e do funcionamento da Justiça.