O grupo Impresa e a estação de televisão SIC registaram uma significativa recuperação dos seus resultados líquidos no primeiro semestre de 2026, impulsionados pelo crescimento das receitas televisivas e pelas medidas de eficiência operacional do plano Impresa 2028.

Nas contas consolidadas do grupo Impresa, o resultado líquido situou-se em -3,4 milhões de euros entre janeiro e junho, o que representa uma melhoria de 1,6 milhões de euros face ao prejuízo de -5,1 milhões de euros registado no período homólogo de 2025.

Excluindo os efeitos não recorrentes — designadamente 1,1 milhões de euros em custos de reestruturação e 1,5 milhões de euros em encargos com a entrada do novo acionista MediaForEurope (MFE) —, o resultado líquido fixou-se em -0,9 milhões de euros, evidenciando uma recuperação de 2,8 milhões de euros face ao ano anterior.

Por seu lado, a SIC regressou aos lucros no primeiro semestre do ano, ao apresentar um resultado líquido positivo de 2,3 milhões de euros, valor que contrasta com o prejuízo de 1,1 milhões de euros apurado na primeira metade de 2025, traduzindo uma evolução favorável de 3,4 milhões de euros.

A evolução dos resultados no canal de televisão foi sustentada por um aumento de 3,6% nas receitas consolidadas da SIC, que atingiram 76,4 milhões de euros, impulsionadas pelo desempenho publicitário durante a transmissão do Mundial de Futebol, pelo crescimento na distribuição de canais e venda de conteúdos, e pelo evento Rock in Rio Lisboa.

Em paralelo, os custos operacionais do segmento televisivo recuaram 1,4%, para 70,3 milhões de euros, o que levou o EBITDA recorrente da SIC a crescer 68,7%, fixando-se em 6,2 milhões de euros.

Ao nível do grupo Impresa, as receitas consolidadas ascenderam a 88,0 milhões de euros, mais 2,5% do que nos primeiros seis meses de 2025, enquanto o EBITDA recorrente progrediu 51,6%, alcançando os 6,6 milhões de euros.

O desempenho no segmento da televisão permitiu compensar a quebra de 5,6% nas receitas do segmento de Publishing (para 10,3 milhões de euros), área em que os custos operacionais foram reduzidos em 3,3%.

No plano financeiro, a dívida líquida do grupo Impresa registou um decréscimo de 18,6 milhões de euros (-13%), caindo para 129,6 milhões de euros no final de junho de 2026, favorecida pela geração de caixa operacional e pelo reforço de capitais decorrente do aumento de capital subscrito pela MFE.