As insolvências no distrito de Setúbal registaram um crescimento expressivo de 38%, enquanto a criação de novas empresas sofreu uma redução de 4%. Segundo um comunicado da Iberinform, este movimento revela um desequilíbrio entre as entradas e saídas do mercado, refletindo uma maior pressão financeira sobre os negócios locais.

A atividade económica do distrito está fortemente concentrada na margem sul do Tejo e na faixa litoral. Almada e Seixal lideram a lista, com 22% das empresas cada, seguidos por Setúbal (18%), Palmela (15%), Montijo (9%) e Barreiro (8%). Os restantes concelhos apresentam quotas muito reduzidas.

O tecido empresarial é composto maioritariamente por microempresas (90%), pequenas empresas (9%) e médias empresas (1%). Esta estrutura de predominância de organizações de menor dimensão torna o distrito mais sensível à falta de liquidez e a condições de financiamento mais restritivas.

No nível de risco, 41% das empresas situam-se em risco médio, 30% em risco baixo e 29% em risco elevado. Embora o perfil global seja considerado moderado, a parcela em risco elevado exige acompanhamento contínuo, especialmente face ao aumento das insolvências.

O tecido empresarial de Setúbal é relativamente maduro, com empresas entre 6 e 10 anos (25%), 2 a 5 anos (21%), 11 a 15 anos (14%), 16 a 25 anos (13%) e mais de 25 anos (16%). Os negócios mais recentes, com até 1 ano, representam apenas 11%.

O setor dos serviços domina a economia regional (45%), seguido pelos transportes (24%), refletindo a forte vocação logística e portuária do distrito. A construção civil representa 8%, a indústria 5%, a agricultura 3% e as finanças 1%, com as restantes atividades somando 14%.