O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, criticou duramente a burocracia que atrasou a instalação de uma fábrica de comboios em Matosinhos, afirmando que o “interesse público não prevaleceu”. A declaração foi feita durante uma visita às instalações da empresa, que sofreu atrasos significativos devido a uma batalha judicial de mais de dois anos.
O contencioso, envolvendo consórcios rejeitados pela CP (Comboios de Portugal), levou à perda de 191 milhões de euros em fundos europeus destinados ao projeto. “Não tinha de ser assim”, lamentou Montenegro, sublinhando que a demora prejudicou a economia local e a criação de emprego.
A fábrica, que deveria ter começado a operar em 2024, só agora se aproxima da conclusão. O Governo prometeu medidas para agilizar processos administrativos e evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.