O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse hoje que o acordo entre o Irão e os Estados Unidos foi uma “declaração de derrota” para Washington e Israel, e exigiu a retirada “incondicional” das forças israelitas do Líbano.
“Eles queriam uma grande guerra para nos eliminar. Conseguimos travar esta agressão e alcançar uma grande vitória”, disse Naim Qassem num discurso televisivo que assinalou a Ashura, um dia de luto pela morte do imã Hussein Ibn Ali, figura central do Islão xiita.
Naim Qassem destacou o que considerou ser firmeza do Irão em garantir um acordo “que é uma declaração oficial da derrota da América (Estados Unidos) e de Israel”.
Neste sentido, disse, o líder da milícia xiita libanesa Hezbollah (Partido de Deus) disse que Israel não tem outra escolha senão retirar-se completamente do Líbano.
“Israel deve sair incondicionalmente”, acrescentou.
Paralelamente, hoje as Forças Armadas iranianas alertaram para a presença de aviões militares israelitas nos países vizinhos — descrevendo-a como uma ameaça à República Islâmica — e instaram os Estados Unidos a conter Israel.
“A presença de aeronaves militares israelitas no espaço aéreo de certos países vizinhos, em rota para o Irão, constitui um ato perigoso e uma ameaça direta à República Islâmica do Irão”, afirmou em comunicado o Comando de Operações Unificadas Khatam al-Anbiya das Forças Armadas iranianas.
“Se os Estados Unidos não contiverem Israel, o Irão não vai tolerar qualquer ameaça e reserva-se o direito de responder”, acrescentou o Comando de Operações Unificadas de Teerão.