O jogo online em Portugal reforçou o valor de imposto a pagar ao Estado no segundo trimestre do ano: com um crescimento de 14,4% nas receitas brutas em termos homólogos para 328,2 milhões de euros, o montante do Imposto Especial de Jogo Online também cresceu para 92,1 milhões de euros, mais 13,4% do que no mesmo período de 2024, de acordo com os dados divulgados pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) revelados pela APAJO esta sexta-feira.
Para a APAJO, “os resultados confirmam a trajetória de crescimento sustentado de um mercado que se encontra numa fase progressiva de maturidade e consolidação. O crescimento homólogo de 14,4% é, ainda assim, o segundo menor registado num segundo trimestre desde 2018, apenas acima dos 9,6% verificados no mesmo período de 2024”.
No segmento das Apostas Desportivas à Cota (ADC), as receitas cresceram 14,6% em termos homólogos e 4,7% face ao trimestre anterior, atingindo 125,1 milhões de euros. “A evolução foi particularmente influenciada pela realização do Mundial de Futebol, que teve um impacto relevante nos níveis de atividade do segmento, nomeadamente através da entrada de jogadores ocasionais associados à competição”, destaca a APAJO.
A margem das entidades licenciadas subiu de 20,4% no primeiro trimestre para 24,3% no segundo trimestre, contribuindo igualmente para a evolução das receitas. O volume de apostas desportivas cresceu 12,7% em termos homólogos, embora tenha recuado 12,2% face ao trimestre anterior, refletindo também o caráter sazonal associado à realização de grandes eventos desportivos.
Já as receitas brutas de casino, registou-se um crescimento de 14,2% em termos homólogos, ligeiramente abaixo da evolução das apostas desportivas, tendo sido registada uma redução de 0,5% face ao trimestre anterior. “Apesar de superior aos 12,2% registados no segundo trimestre de 2024, esta evolução permanece abaixo dos ritmos observados nos anos anteriores, reforçando a tendência de estabilização de um mercado em consolidação”, observa a APAJO.
No que diz respeito aos utilizadores, o número de contas ativas cresceu 8,4% em termos homólogos, embora tenha recuado 4,1% face ao trimestre anterior, para 1,21 milhões. Os novos registos aumentaram 17,7% em termos homólogos, para 248,4 mil, apesar da redução de 12,9% face ao trimestre anterior.