O primeiro-ministro e líder trabalhista, Keir Starmer, anunciou esta segunda-feira a demissão da liderança do Governo britânico. A demissão tornou-se efetiva após um discurso dirigido à nação esta segunda-feira, após alguns meses de fragilidade política, com a demissão de vários ministros do seu executivo.

Numa declaração pelas 09:30 junto à residência oficial no número 10 de Downing Street, Starmer indicou que o sucessor deverá estar em funções em setembro.

Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio.

Keir Starmer foi eleito há 23 meses com uma maioria absoluta nas eleições legislativas, mas o mandato como primeiro-ministro tem sido marcado por controvérsias e recuos políticos.

A mais grave foi a nomeação de Peter Mandelson para embaixador britânico nos Estados Unidos, apesar de saber que Mandelson manteve contacto com o pedófilo norte-americano Jefrey Epstein depois de este ter sido condenado em 2008 por aliciar uma menor de 14 anos.

Posteriormente, os maus resultados nas eleições locais e regionais de maio desencadearam uma série de demissões no Governo e declarações de cerca de 100 deputados a pedir a saída do atual primeiro-ministro.

Starmer é bastante impopular junto de grande parte da população e o Partido Trabalhista caiu nas sondagens, lideradas pelo Partido Reformista, formação populista de direita anti-imigração, há quase dois anos.

O potencial sucessor de Starmer será o sétimo primeiro-ministro em 10 anos.