A líder do PAN, Inês Sousa Real, reagiu esta sexta-feira à decisão do Tribunal Constitucional que considerou “desproporcional”, defendendo que as oposições internas no partido devem respeitar a vontade expressa pelo coletivo. Em declarações à Renascença, a porta-voz do partido afirmou que “quem é eleito pelos militantes deve ser respeitado e não alvo de tentativas de destabilização constantes”.

A posição surge após o Tribunal Constitucional ter chumbado a realização de um referendo interno sobre a liderança, considerando que não estavam reunidas as condições legais. Inês Sousa Real sublinhou que “o partido tem órgãos estatutários e processos democráticos que devem ser seguidos”, acrescentando que “as divergências são normais, mas devem ser resolvidas dentro das regras”.

As declarações da líder do PAN surgem num contexto de tensão interna, com setores críticos a questionarem a sua liderança. Sousa Real apelou à união e ao foco nos objetivos políticos do partido, lembrando que “o PAN tem uma mensagem importante para transmitir aos portugueses e não pode estar permanentemente a olhar para dentro”.