A mudança de comercializadora de energia continua a ser puxada pelas grandes cidades, mas deixou de ser um exclusivo delas. Segundo a análise de mercado de energia do ComparaJá, Lisboa concentrou 29,36% das mudanças de contrato no mês mais recente, seguida do Porto, com 18,65%, e de Setúbal, com 10,88%.

Logo a seguir aparecem distritos como Aveiro e Braga, cada um com mais de 6% das adesões, sinal de que comparar tarifas e trocar de fornecedor se tornou uma decisão financeira transversal, e não um hábito restrito aos grandes centros urbanos. A poupança deixou de ter código postal.

Os dados mostram ainda que a eletricidade é o foco quase absoluto de quem muda, com perto de sete em cada 10 contratos, e que a tarifa simples domina, com mais de 90% das escolhas. A diferença entre a oferta mais cara e a mais barata pode ultrapassar os 300 euros por ano para uma família típica, sem qualquer alteração no consumo.

«Há uns anos, mudar de comercializadora era visto como coisa de Lisboa e Porto. Hoje recebemos pedidos de todo o país, de famílias que perceberam que a mesma eletricidade pode custar bastante menos só por se comparar.»

André Nunes, Team Leader de Energia do ComparaJá

O movimento acompanha uma literacia energética crescente. Com o verão a aumentar o consumo e a pressão sobre a fatura, a comparação de tarifas, gratuita e sem corte de fornecimento, consolida-se como um dos gestos de poupança mais acessíveis às famílias, em qualquer ponto do país.