O caminho até ao cargo de provedora de Justiça foi sinuoso para Luísa Neto. Depois de Tiago Antunes ter sido o primeiro nome indicado pelo Partido Socialista para suceder no cargo, sem sucesso, o PS voltou a apostar em Luísa Neto, que viu a sua primeira nomeação ser rejeitada pelo Parlamento. Contudo, nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, a terceira tentativa foi de vez: Luísa Neto foi eleita com 159 votos favoráveis, tornando-se a nova provedora de Justiça de Portugal.
A eleição ocorreu na Assembleia da República, após um processo marcado por negociações políticas e escrutínio rigoroso. A sua eleição foi saudada por vários partidos, que destacaram a sua competência jurídica e o seu percurso na defesa dos direitos dos cidadãos. A provedora de Justiça é uma figura independente que tem como missão defender e promover os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, avaliando queixas contra a administração pública.
Luísa Neto assume o cargo num momento em que o país enfrenta desafios como a digitalização dos serviços públicos, o reforço da transparência e a proteção dos direitos fundamentais. A sua experiência anterior como professora universitária e especialista em direito constitucional e administrativo é vista como uma mais-valia para o desempenho das funções.
A nova provedora prometeu uma atuação próxima dos cidadãos, com especial atenção às populações mais vulneráveis. A sua posse deverá ocorrer nos próximos dias, após a aprovação formal pelo Presidente da República.