A Meta, que detém o Facebook, Instagram e Whatsapp, reportou, na quarta-feira, uma quebra de 14% no lucro líquido, no segundo trimestre, para os 15,8 mil milhões de dólares (13,8 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), face ao período homólogo.
As receitas subiram 28% para os 60,8 mil milhões de dólares (53,1 mil milhões de euros), no segundo trimestre, o lucro operacional caiu 8% para os 18,7 mil milhões de dólares (16,3 mil milhões de euros), e o lucro por ação desceu 13% para os 6,18 dólares (5,40 euros). A margem operacional desceu de 43% para os 31%.
A empresa reportou um aumento de 3% nos seus utilizadores ativos diários para uma média de 3,60 mil milhões em média em junho. As impressões de anúncios cresceram 14%, no segundo trimestre, face ao ano anterior, e o preço médio por anúncio subiu 12%.
Os custos e despesas aumentaram 55% para os 42,03 mil milhões de dólares (36,75 mil milhões de euros), no segundo trimestre. Aqui inclui-se 2,40 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) em “encargos relacionados com processos judiciais e 1,18 mil milhões de dólares (1,03 mil milhões de euros) em indemnizações por rescisão de contrato em resultado da redução de pessoal em maio de 2026”, referiu a empresa.
As despesas de capital (capex), no segundo trimestre, onde se inclui os pagamentos de capital de locações financeiras, foram de 31,08 mil milhões de dólares (27,17 mil milhões de euros). No segundo trimestre os pagamentos de dividendos e equivalentes a dividendos ficaram em 1,35 mil milhões de dólares (1,18 mil milhões de euros).
A Meta prevê que a receita no terceiro trimestre fique entre os 61 mil milhões de dólares e os 64 mil milhões de dólares (53,3 mil milhões de euros e 55,9 mil milhões de euros). “A nossa projeção considera que a variação cambial representa um obstáculo de aproximadamente 1% ao crescimento da receita total face ao ano anterior, com base nas taxas de câmbio atuais”, acrescentou a empresa.
“Estamos a elevar o limite inferior da nossa projeção de despesas para incorporar os encargos de 2,4 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) relacionados com processos judiciais reconhecidos no segundo trimestre. Agora, esperamos que as despesas totais para o ano de 2026 se situem entre os 165 mil milhões e os 169 mil milhões de dólares (144,2 mil milhões de euros e 147,7 mil milhões de euros). Continuamos a prever que o resultado operacional deste ano será superior ao resultado operacional de 2025”, disse a empresa.
O capex para 2026, onde se inclui os pagamentos de capital de locações financeiras, devem ficar entre 130 mil milhões e 145 mil milhões de dólares (113,6 mil milhões de euros e 126,7 mil milhões de euros), “uma redução em relação à nossa projeção anterior de 125 mil milhões a 145 mil milhões de dólares (109,2 mil milhões de euros e 126,7 mil milhões de euros)”, disse a empresa.
“Na ausência de quaisquer alterações no panorama fiscal, esperamos que a nossa taxa de imposto para os restantes trimestres de 2026 se situe entre 15% e 17%, um aumento em relação à nossa previsão anterior de 13% a 16%. Por fim, continuamos a monitorizar questões legais e regulamentares em curso que possam impactar significativamente os nossos negócios e resultados financeiros. Por exemplo, continuamos a observar um maior escrutínio sobre questões relacionadas com a juventude em diversos mercados e temos vários julgamentos relacionados com a juventude agendados para este ano nos Estados Unidos, o que poderá resultar em prejuízos materiais”, referiu a empresa.