A Microsoft fechou a sessão bolsista de quinta-feira com o maior ganho diário de sempre para uma cotada, ao adicionar quase 450 mil milhões de dólares (391,1 mil milhões de euros) à sua capitalização bolsista, resultante de uma subida superior a 15%, de acordo com a agência noticiosa Reuters. O anterior máximo pertencia à Nvidia, que a 9 de abril de 2025 adicionou 441 mil milhões de dólares (383,2 mil milhões de euros) à sua capitalização, segundo dados da LSEG.

Durante a sessão, a empresa liderada por Satya Nadella chegou a negociar a um preço que traduzia um ganho de 483 mil milhões de dólares (419,7 mil milhões de euros) em capitalização, conforme referiu a Fortune. Este foi também o maior ganho diário da Microsoft desde 2008, quando valorizou 19%.

"A Microsoft apresentou um trimestre muito forte e transmitiu a mensagem que os mercados esperavam, uma vez que os principais impulsionadores do crescimento vieram das divisões de cloud e inteligência artificial (IA)", disse Brian Mulberry, estrategista chefe de mercados da Zacks Investment Management.

A subida justifica-se pelos resultados apresentados na quarta-feira. A Microsoft reportou um aumento de 18% nas receitas, para 90 mil milhões de dólares (78,2 mil milhões de euros), no quarto trimestre do ano fiscal (correspondente ao segundo trimestre do ano civil). O lucro operacional cresceu 18% para 40,6 mil milhões de dólares (35,2 mil milhões de euros), e o lucro líquido subiu 31% para 35,8 mil milhões de dólares (31,1 mil milhões de euros).

"Estamos a alargar as fronteiras da relação custo-benefício, garantindo que cada cliente pode transformar tokens em resultados de negócio. Este ano, a receita do Azure ultrapassou pela primeira vez os 100 mil milhões de dólares (86,9 mil milhões de euros), e o Microsoft 365 Copilot atingiu mais de 30 milhões de licenças pagas", afirmou Satya Nadella, presidente e CEO da Microsoft.

Por sua vez, Amy Hood, vice-presidente executiva e CFO da Microsoft, acrescentou: "Entregámos um trimestre sólido para terminar o ano fiscal, com destaque para a receita do Microsoft Cloud de 59,3 mil milhões de dólares (51,5 mil milhões de euros), um aumento de 27% em relação ao ano anterior."