O Ministério do Ambiente e Energia vai disponibilizar mais de 4,2 milhões de euros para novas intervenções de recuperação e reabilitação em áreas atingidas pelas tempestades severas que assolaram Portugal no início do ano. O anúncio foi feito esta semana, reforçando o compromisso do Governo com a reconstrução dos territórios afetados.
Distribuição dos fundos
Do montante total, quase 3,2 milhões de euros serão destinados a 23 municípios para intervenções de recuperação em linhas de água e no litoral. Os restantes 1 milhão de euros serão atribuídos à APFF – Administração do Porto da Figueira da Foz, S. A., para a realização de dragagens na foz do rio Mondego, uma medida crucial para a prevenção de cheias e a navegabilidade.
Municípios abrangidos
Os municípios contemplados incluem Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Anadia, Baião, Belmonte, Castro Marim, Ferreira do Zêzere, Fronteira, Lagoa, Lagos, Manteigas, Marvão, Mealhada, Nelas, Portalegre, Portimão, Santa Comba Dão, Sever do Vouga, Silves, Tomar, Trofa e Vendas Novas. Esta distribuição reflete a diversidade geográfica das áreas afetadas, desde o litoral algarvio até ao interior norte e centro do país.
Declarações da ministra
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinhou a importância de concluir a recuperação: “É fundamental concluir a recuperação dos territórios afetados. Foi esse o compromisso que assumimos desde o primeiro momento: estar no terreno, trabalhar em estreita articulação com os municípios e assegurar que as necessidades identificadas têm uma resposta concreta e adequada à realidade de cada território”.
“Ao longo dos últimos meses foi desenvolvido um trabalho de avaliação dos danos e de definição das intervenções prioritárias, tendo em conta as especificidades das áreas afetadas. Podemos agora avançar para a concretização dessas medidas e dar continuidade ao processo de recuperação”, acrescentou a governante.
Contexto e próximos passos
Estas intervenções complementam os apoios já mobilizados anteriormente pelo Governo, no âmbito da resposta às intempéries que causaram estragos significativos em infraestruturas, habitações e ecossistemas. A avaliação contínua dos danos e a articulação com as autarquias locais são fundamentais para garantir que os fundos são aplicados de forma eficiente e prioritária. O Ministério do Ambiente reafirma o seu empenho em acompanhar a execução dos projetos e em assegurar que a recuperação seja sustentável e resiliente a futuros eventos climáticos extremos.