O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo tudo fará para “proteger famílias e empresas” do aumento dos preços, mas sem descontrolo das contas públicas, acusando PS e Chega de fazerem “propostas convergentes” que podem prejudicar “o futuro de Portugal”.

Na abertura do debate quinzenal, Luís Montenegro afirmou que o Governo está a dar “cerca de 150 milhões de euros de apoios por mês e mais de 45 milhões de euros em apoios extraordinários” desde que começou a crise inflacionista relacionada com a guerra no Irão.

“Continuaremos a acompanhar a evolução dos preços, em particular dos alimentos e agiremos sempre que necessário. Tudo faremos para proteger as famílias e a economia, com equilíbrio e prudência, sem comprometer a estabilidade do país”, disse.

No entanto, o primeiro-ministro deixou uma promessa: “Não será com este Governo que haverá descontrolo nas contas públicas e os consequentes sacrifícios exigidos aos portugueses”.

“No passado recente, foi o voluntarismo e o imediatismo populista do PS que trouxe a fatura da troika a Portugal. A este propósito, é bom que os portugueses vejam e analisem os discursos e algumas propostas convergentes, para não dizer mesmo iguais, do PS e do Chega”, alertou.

Segundo Montenegro, “Chega e PS estão de bem um com o outro, mas estão de mal com a proteção e com a construção do futuro em Portugal”.