O antigo primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, gerou polémica ao criticar duramente, na terça-feira, o comportamento de alguns políticos, referindo-se a eles como “postiços” e “prostitutos sem carácter”. As declarações foram feitas durante um evento público, onde Passos Coelho não quis identificar diretamente o alvo das suas críticas, mas muitos analistas apontam para o atual primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Questionado pelos jornalistas esta semana, Passos Coelho manteve a posição, afirmando que não pretende “acrescentar nem retirar” ao que disse. A recusa em esclarecer a quem se referia alimentou especulações sobre uma cisão interna no Partido Social Democrata (PSD), do qual ambos são figuras de destaque.
Montenegro, por sua vez, evitou comentar diretamente as palavras de Passos Coelho, mas fontes próximas ao atual líder do Governo indicam que a relação entre os dois nunca foi particularmente próxima. A situação relembra tensões anteriores no partido, especialmente após a saída de Passos Coelho da liderança em 2018.
Para os comentadores políticos, o episódio expõe fraturas no PSD, num momento em que o partido tenta consolidar a sua posição no poder. Enquanto isso, a oposição aproveita para questionar a unidade e a credibilidade do partido no Governo. A ausência de um esclarecimento oficial por parte de Passos Coelho deixa em aberto a interpretação sobre se Montenegro é, de facto, o “político postiço” referido.
O caso continua a ser acompanhado de perto pela comunicação social e pelos cidadãos, que aguardam novos desenvolvimentos ou uma eventual reação mais clara dos envolvidos.