O notariado português foi hoje reforçado com a entrada de 58 novos notários, que passam a integrar a Bolsa de Notários, numa medida que visa aumentar a capacidade de resposta e aproximar os serviços dos cidadãos e das empresas.
A tomada de posse decorreu esta segunda-feira e contou com intervenções do bastonário da Ordem dos Notários, Jorge Batista da Silva, da presidente do Conselho Diretivo do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) e do Conselho do Notariado, Blandina Soares, e da secretária de Estado da Justiça, Ana Luísa Machado.
Na cerimónia, Jorge Batista da Silva sublinhou a responsabilidade associada à função, afirmando que “poucas profissões carregam uma responsabilidade semelhante”, lembrando que os novos profissionais passam a ser “oficiais públicos”. O bastonário destacou ainda que “o interesse público deve prevalecer sempre sobre qualquer interesse particular”, reforçando o papel imparcial do notário.
No ano em que a Ordem dos Notários assinala 20 anos, o responsável destacou a evolução do setor desde a privatização da função, apontando o crescimento da rede de cartórios, a modernização digital, a redução dos tempos de resposta e o reforço da formação, bem como a aproximação dos serviços aos cidadãos.
Dirigindo-se aos novos notários, alertou que a inovação tecnológica não substitui o papel humano, defendendo que “a tecnologia poderá ajudar-nos a trabalhar melhor (…), mas nunca substituirá o discernimento humano”, e apelou à defesa da independência e da ética profissional.
Já a secretária de Estado da Justiça salientou o contributo do notariado para a modernização do sistema judicial, afirmando que a profissão tem acompanhado uma sociedade “cada vez mais digital, mais exigente e mais imediata”. Ana Luísa Machado destacou ainda a “excelente relação” entre o Ministério da Justiça e a Ordem dos Notários, classificando-a como uma parceria relevante para a modernização dos serviços.
A entrada destes profissionais reforça a Bolsa de Notários e é vista como mais um passo na renovação do setor, com impacto na continuidade do serviço, na proximidade aos cidadãos e na capacidade de resposta em todo o território nacional.