Uma ordem executiva assinada por Donald Trump no final desta semana poderá ter um enorme impacto na saúde das crianças americanas, uma vez que instrui os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) a reduzir para quase metade o número de vacinas infantis recomendada, segundo o ‘The Guardian’.

A ordem de Trump refere ‘uma avaliação científica que comparou as recomendações de imunização infantil dos Estados Unidos com as de nações parceiras’ publicada em janeiro pelo departamento de saúde e serviços humanos do ativista antivacinas Robert F. Kennedy, mas não afirma explicitamente que a nova recomendação remove do calendário as vacinas contra sete doenças.

É política dos Estados Unidos que o calendário central de vacinas infantis deve estar alinhado com as evidências científicas e as melhores práticas de países parceiros e desenvolvidos, mantendo o acesso às vacinas atualmente disponíveis para os americanos, afirmou a Casa Branca.

A avaliação concluiu que o diretor do CDC deve atualizar o calendário de vacinação infantil para manter as vacinas para 10 doenças – sarampo, papeira, rubéola, poliomielite, tosse convulsa, tétano, difteria, Haemophilus influenzae tipo B (Hib), doença pneumocócica e vírus do papiloma humano (HPV) – para as quais as nações parceiras e desenvolvidas partilham um consenso internacional, bem como a varicela, na categoria de vacinas recomendadas para todas as crianças.

A implementação dessa recomendação significaria remover as vacinas para as seguintes doenças do calendário recomendado: Hepatite A, Hepatite B, Meningite, Rotavírus, Gripe e Covid-19.

A avaliação também recomendou a redução do número de doses da vacina contra o vírus do papiloma humano, ou HPV, de duas ou três (dependendo da idade da criança) para apenas uma.

A ordem instrui o CDC e o seu Comité Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP) a rever a avaliação do HHS e os dados clínicos para atualizar o calendário de vacinas para crianças e adolescentes.