O ministro da Administração Interna, Luís Neves, concedeu uma longa conferência de imprensa esta terça-feira para esclarecer as polémicas que o têm envolvido nas últimas semanas. O ex-diretor da Polícia Judiciária (PJ) procurou explicar ‘ponto por ponto’ as acusações, garantindo que agiu sempre no interesse público e que não vê razões para ser constituído arguido.

Entre os temas abordados, destacam-se o uso de um tanque militar para fins pessoais, a utilização de um atrelado da GNR por um amigo próximo e a alegada interferência em investigações em curso. Luís Neves afirmou que todas as situações foram legais e que não houve qualquer favorecimento indevido.

A conferência, que durou mais de duas horas, deixou muitas questões por responder, especialmente em relação ao amigo que beneficiou do atrelado e às circunstâncias exatas do uso do tanque. A oposição já reagiu, considerando as explicações insuficientes e exigindo uma investigação independente.

Luís Neves, que liderou a PJ durante vários anos, enfrenta agora um dos maiores desafios da sua carreira política, com o futuro do seu lugar no governo em aberto.