A Ordem dos Médicos (OM) expressou hoje a sua preocupação com as sucessivas substituições de diretores clínicos e conselhos de administração no Serviço Nacional de Saúde (SNS), assinalando que cuidar do SNS é também cuidar de quem o lidera.
Em comunicado, a OM enumera que, desde 2024, ano em que foi generalizado o modelo das Unidades Locais de Saúde (ULS), foram substituídos cerca de 50 diretores clínicos, um número que deve merecer reflexão séria.
“Em unidades pressionadas pela falta de médicos e outros profissionais, pelas listas de espera e por dificuldades estruturais de resposta, a substituição frequente destas lideranças não ajuda à estabilidade das ULS nem ao bom funcionamento do SNS”, critica a OM, defendendo equipas estáveis, previsibilidade e valorização das pessoas.
“As dificuldades do SNS não se resolvem com mudanças sucessivas de nomes, nem com respostas imediatistas. Superam-se com médicos em número suficiente, equipas completas e estáveis, autonomia técnica, boa organização e condições de trabalho que permitam fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde. E sobretudo valorizando as pessoas”, reforçou o bastonário, Carlos Cortes.