O presidente do PSD, Luís Montenegro, chegou ao Velódromo Nacional de Sangalhos, onde decorre o congresso do partido, com a intenção de adiar declarações para o discurso de abertura, mas, pressionado pelas perguntas dos jornalistas, acabou por reagir. Quando questionado se Pedro Passos Coelho fazia falta a este encontro do partido, Luís Montenegro respondeu à provocação dizendo que é “um absurdo”.
Montenegro foi sorrindo e remetendo declarações para mais tarde, até que ouviu a pergunta sobre o antigo líder social-democrata: “Eu acho que os senhores têm sempre muitas razões para dissertar sobre muitas coisas que não têm muita correspondência com a realidade”. E depois, enquanto continuava a caminhar para o congresso, complementou que é “um absurdo, mesmo”.
Antes, o primeiro-ministro foi questionado se o chumbo do código laboral no Parlamento punha em causa a estabilidade do país, mas Luís Montenegro não respondeu, dizendo que em breve faria “a análise” política. Depois, questionado se espera que haja um orçamento, respondeu com um “já falamos”. Mas acabaria por ser a pergunta sobre Passos Coelho a desencadear uma reação.
O presidente do PSD, que abre este sábado o 43.º congresso do partido, disse esta sexta-feira, em Bruxelas, que o Governo “não vai desistir” de dar a Portugal “condições para que o país seja competitivo e produtivo”, segundo a agência Lusa. Garantiu ainda que mantém “confiança absoluta” na ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho.
Luís Montenegro foi reeleito no final de maio para mais dois anos como presidente do partido. Obteve 95% dos votos, sem qualquer oposição. A moção de estratégia com a qual foi eleito será votada este sábado à noite.