O Partido Comunista Português (PCP) manifestou esta quinta-feira a sua indignação face à proposta do ministro da Educação para uma audição no dia 21 de julho, considerando a data “inconcebível” e um desrespeito pelos prazos e pela seriedade do processo político.
Em declarações à agência Lusa, o deputado comunista João Oliveira afirmou que a data escolhida pelo governante revela “total desconsideração pela actividade parlamentar e pelo esforço de várias forças políticas em acompanhar o debate sobre a educação”. Salientou ainda que 21 de julho coincide com o período de fim de sessão legislativa e está próxima das férias parlamentares, tornando inviável a participação de muitos deputados.
O PCP insiste que o ministro deve comparecer na Assembleia da República antes do final do período de discussão do Orçamento do Estado para a Educação, sublinhando a urgência de esclarecer políticas para o próximo ano lectivo. Os comunistas ameaçam recorrer a todos os mecanismos regimentais para garantir a audição em data compatível com a agenda parlamentar.
Até ao momento, o Ministério da Educação não se pronunciou sobre a polémica. A proposta de audição surge num contexto de tensões no sector, com sindicatos de professores a exigir negociações urgentes e a anunciar novas formas de luta para setembro.